A briga política no Twitter – Coluna do Tão

Ministros estão “estarrecidos” com as ‘baixarias’ da campanha. É que eles ainda não viram o Twitter…

Vários ministros do Tribunal Superior Eleitoral se dizem “estarrecidos” com o baixo nível da campanha presidencial no segundo turno. Alguns definem a propaganda como “um show de horrores”. Ao invés de trocarem propostas de governo, os candidatos trocam acusações.

“O que estamos vendo não é mais horário eleitoral…é um tiroteio eleitoral”, diz um ministro.

E eles estão falando da propaganda obrigátoria no rádio e nas tevês. Daqueles dez minutinhos na hora do almoço e durante o JN, em que os candidatos poderiam fazer a sua propaganda.

Eu fico imaginando o que os ministros não diriam se acompanhassem as ‘baixarias’ , as ofensas graves e dirigidas a pessoas determinadas, caso estivessem acompanhando a ‘fuzilaria eleitoral’ em que se transformaram  as redes sociais, especialmente o Twitter.

No Twitter, os xingamentos, as agressões, não visam diretamente os candidatos e seus partidos.

É uma briga de foice ENTRE OS TWITTEIROS, trocando palavras de baixo calão, fazendo acusações infundadas entre os próprios usuarios, uma situação mais do que estarrecedora. E briga de foice no escuro, porque você não sabe quem está sendo ofendido…

É de dar medo!!! O cidadão que ousa definir seu voto no Twitter corre o sério risco de ser apredejado, ou ‘lapidado’, como no Irã. E, percebe-se, muitas vezes esse trabalho de ofender e desqualificar o cidadão é feito por encomenda dos proprios comitês dos candidatos.

Por enquanto, não causam dano fisico, já que são agressões ‘virtuais’…

Mas, do jeito em que se ‘desencaminham’ essas eleições,  eu tenho a impressão que chegaremos a ter confrontações corpo a corpo, como aliás já ocorreu no Rio de Janeiro.

No capítulo, já passamos todos os limites, e não satisfeitos prosseguimos… Como disse o ministro Marco Aurélio Mello, a situação “descambou”…

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Ridícula, mas altamente perigosa para as chamadas ‘liberdades democraticas’, tem sido a campanha que tenta criar um absurdo e incoerente objetivo ‘golpista’ por parte de jornais e revistas, como se a imprensa tivesse exércitos ou divisões prontas a intervir para derrubar as ‘conquistas do povo’ …

Ridiculos os que criaram o tal PIG, Partido da Imprensa Golpista…que, lamentavelmente juntou num mesmo saco, profissionais de alta competência com outros ‘elementos’ que de jornalistas só têm o registro na carteira de trabalho e são na verdade ‘militantes’…

E o que é pior, ‘militam’ pela restrição à liberdade da própria imprensa…

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